É impressionante o terrorismo em relação a escassez de água que tem sido levantada pela mídia de um modo geral. A quem interessa isso? Vamos por partes. Primeiramente, vale ressaltar que a quantidade de água no planeta é a mesma há milhões de anos, provavelmente todos nós estudamos o ciclo da água quando éramos crianças, mas parece que cai no esquecimento por parte da população em geral. Desta forma, não vai acabar! O que está acontecendo, é que as aglomerações urbanas, drasticamente poluidoras, inviabilizam o consumo da água da bacia onde estão instaladas. O sistema Cantareira que junto com a billings abastece a grande São Paulo, está com os dias contados; o mesmo capta da bacia do Piracicaba 33m³ por segundo, e já é pouco. A grande Vitória no Espírito Santo, que utiliza as águas dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu, segundo especialistas da UFES, estarão exauridas em menos de 10 anos. No Rio de Janeiro, a bacia do rio Guandu, que mais parece um canal de esgoto, é outro exemplo. Todos praticamente exauridos Parte do sistema carioca vem do rio Paraíba do sul, também bastante poluído. Há um limite, a sociedade precisa aprender a otimizar o uso dos recursos hídricos. Boas práticas podem chegar a 50% de economia, seja no uso doméstico ou industrial. Isto daria um grande fôlego à nossas bacias hidrográficas. Como nossa população tende a diminuir as taxas de crescimento, segundo o IBGE, podemos chegar a uma situação de equilíbrio. Mas as ações de mitigação e reuso, são fundamentais.
Mas se podemos chegar a um equilíbrio no Brasil, por que tanto alarme?! O interesse em jogo é encarecer o preço da água. Experimente, vá a uma prateleira de supermercado, destes mais modernos e "globalizados", e faça uma pesquisa sobre as marcas de água mineral ofertadas: nestlé, coca - cola, pepsi... ficou claro? Fiz isso recentemente no Rio de Janeiro, das oito existentes, seis eram multinacionais, ou seja, o mercado de água mineral do Brasil já está praticamente sob o controle de multinacionais. Já estão chamando este recurso de "ouro azul", e o Brasil é, neste caso, o futuro do mundo. Sendo assim, muita calma nesta hora, há soluções sim e não precisamos pagar caro por isso. Imaginem se FHC tivesse conseguido privatizar o saneamento no Brasil? Dá para imaginar os planos de consumo de água, semelhante ao que pagamos com telefonia hoje, seria hilário. Já imaginou um banho pré-pago? Se não estivéssemos assistindo aos absurdos de preços de tarifas de celulares, seria engraçado, mas é factível. Por sorte nossa ou suor de alguns deputados e senadores, FHC não conseguiu. A dualidade entre o público e privado é saudável, equilibra o sistema. Hoje há sistemas públicos e privados na gestão da água de abastecimento público, já existe até uma certa concorrência para provar quem é mais eficiente, isto é bom.
É um consenso entre cientistas que o maior risco da humanidade hoje é a escassez de água. Alguns podem achar que é o aquecimento global, mas não é. O globo pode sim, estar esfriando! Pasmem, tem gente séria pesquisando o assunto por este viés. http://terra.com.br/istoe/edicoes/1967/artigo55150-1.htm Leia e tire suas próprias conclusões. Há interesses pesados - para variar - nas políticas públicas sobre estes temas. O Molion não é a única andorinha, o problema é que a mídia não produz o debate. Agora em relação à água, é consenso sim, a água será mais cara e rara. Neste sentido, antecipar a discussão sobre a escassez é fundamental. O quanto antes nos acostumarmos a captar águas pluviais, tratar o esgoto para produir o reuso de água melhor. Os netos da atual geração serão gratos - planejamento macro. O uso racional da água tem grandes defensores, que pouco falam em reuso de água e captação de águas pluviais. A sociedade requer articulação entre todos os atores e suas respectivas soluções em recursos hídricos, isto pode ser dar nos comitês de bacia, como foruns sociais de discussão locais.
21 de outubro de 2008
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